sexta-feira, 27 de junho de 2014

ESTADO DE GREVE



ESTADO DE GREVE

Srs,
Uma GREVE NO TRABALHO seja ela qual for e onde for não começa por acaso.

Comento:
Diz o bom senso com base no ditado secular “Dê a César o que e de César”. E também nada justifica medir forças e ou violência de ambas às partes envolvidas em greve, pois, existe sempre meios de entendimentos que se leva aos bons termos ao final da greve.

Pontos mais comuns que geram um estado de greve:
1. Folga de campo não concedida como benefício atrativo liberando espaço de tempo suficiente para o obreiro poder rever sua família conforme o combinado.

2. Viagem de ida e vinda do obreiro que mora em estado diferente de seu domicilio de onde acontece a obra que trabalha prometida e não atendida pela empresa contratante.

3. Não pagamento do adicional 30% de periculosidade devido a quem de direito conforme esse trabalhador esteja enquadrado pela legislação legal.

4. Não pagamento da ajuda de custo como beneficio atrativo acertado no fichamento do obreiro. Essa ajuda de custa sem dúvidas será vital a vivência desse trabalhador que está fora de casa.

5. Não pagamento do PL de Saúde como beneficio atrativo e quando pago não fica extensivo à família e sabe-se de casos que o obreiro trabalha sem nenhum seguro de vida.

6. Não pagamento do FGTS e ou os 40% da multa demissionária a favor do trabalhador sem justa causa não paga na rescisão.

7. Condições sanitárias e áreas de vivências em canteiros de obras não atendendo as legislações legais vigentes. Alguns casos em função do cargo e ou importância que deu a empresa discrimina trabalhadores uns muito bem assistidos e outros sem mesmo o mínimo que exige a legislação em vigor. Alertando casos até de trabalho escravo encontrado.

8. Transporte do trabalhador de ida e volta não disponibilizado suficientemente. Entra em cena a questão da opção do Vale Transporte pelo trabalhador e quando a empresa como beneficio atrativo fornece condução há necessidade de fechamento do percurso dessa condução do trabalhador de ida e volta a sua casa para o trabalho muitas vezes não atende totalmente ambas as partes e gera descontentamentos.

9. Refeitório e refeições disponibilizadas com alguma deficiência geralmente na qualidade e, ou falta de higienização. O obreiro entende que o refeitório de uma empresa e ou de uma frente obra não é local para banqueteasse, mas as refeições devam ter seu valor nutricional suficiente em qualidade e higienização. E sem a diferenciação no sentido que alguém coma melhor do que ninguém e ou refeições especiais só em caso de aconselhamento médico e favorecer costumes de beltranos e, ou sicranos do estrangeiro para atender a forma e costume de se alimentar desse estrangeiro deva ser avaliado como muito cautela, pois, obreiros brasileiros rodam o mundo todo e não é dispensado a eles esse mesmo tratamento.

10. Tratamento indevido no relacionamento pessoal entre chefias e subordinados geralmente acontecendo a “coação mental” com extremos de até agressão física.

11. Falta do pagamento e ou atraso de pagamento muito além do quinto dia útil permitido.

12. Salário abaixo do praticado e ajustado pela classe sindical que pertence o obreiro.

13. Não feito e quando feito em atraso os reajustes de salários de direito do trabalhador.

14. No caso de enquadramento de pagamento de insalubridade não é pago o percentual devido podendo chegar esse valor até 40%.

15. A velha mania de abaixar o salário base do trabalhador para dar espaço para pagar os adicionais devidos dos 30% da periculosidade, insalubridade 40% e ou outro beneficio de lei como parte do salário.

16. No enquadramento do trabalhador a níveis de riscos das doenças ocupacionais não fornecem o PPP e muitas vezes nem fornecem na saída do trabalhador da empresa como orienta a legislação e quando fornecem os níveis de riscos de doenças ocupacionais não corresponde à realidade que conceda ao trabalhador a sua aposentadoria especial.

17. Situações que acontecem acidentes em empresas e, ou canteiro de obras que deveriam ser comunicados em tempo hábil pela CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho ao INSS e não vão a frente deixando o trabalhador a mercê de alguma doença ocupacional que possa ser acometido.

18. Excesso do uso de horas extras compensadas que mais atende aos interesses do empregador do que ao empregado e quando o empregado precisa não é concedida.

19. Situações em que empresas não dispõem em seus canteiros de obras um PRE – Plano de Resposta de Emergência capaz de atender cenários de acidentes mais comuns numa obra como explosões, incêndios, queda em altura, queimaduras, mal súbito geram descontentamento para os obreiros que trabalham inseguros.

20. Falta de transparência de comunicação entre empregador e empregado nessa deficiência da empresa gera e abre espaço para conhecida “velha radio pião” e interpretações diversas geram mau entendimento na convivência no ambiente de trabalho.

21. Não pagamento da hora “IN INTINERI” que já é uma prática atual que observa remunerar a hora que o trabalhador leva no seu descolamento para o trabalho.

22. Cesta básica prometida como beneficio atrativo não pago e quando pago o valor é irrisório não cobre e nem tem valor suficiente para cobrir o custo da cesta básica praticado na região onde acontece a obra.

23. Vale refeição como beneficio atrativo quando praticado pela empresa contratante assim como a cesta básica não cobre e nem tem valor suficiente de uso no praticado na região onde acontece a obra.

24. As empresas que estão se estabelecendo à frente de grandes empreendimentos precisam se inteirar e praticar a norma SA 8000 que trata da RESPONSABILIDADE SOCIAL DA EMPRESA com relação ao local onde se estabeleça. E assim como politicas de sustentabilidade se tornem realidade e não fiquem só discurso bonito.

25. Com certeza deve ter mais pontos a acrescentar que seja começo para uma greve no momento dos que me lembrei e listei são esses agora e os leitores que leiam o artigo podem lembrar mais e refletir com a situação que passe o que não podem é pecar as empresas pelo desconhecimento do velho ditado popular que diz: “Quem não pode com o pote não pegue na rodilha” e esquecem também o ditado seguinte “Que promessa é divida”.

Considerações:
E de que lado está esse Consultor que escreve esse artigo? Do lado da razão que julgo está certo. E tenho vivencias de trabalhador CLT regular efetivado de empresa e de trecho de obras por esse mundo a fora e assim como de contratado PJ conheço e presenciei muitos nuances e mazelas acontecerem na relação de empregado e empregador que divergem muito do que acontece em empresas modernas e de boa convivência onde já praticam os termos cliente e fornecedor tratam com respeito seus trabalhadores onde recebem nova denominação e são chamados de colaborador.

É comum no trecho se ouvir falar do velho jargão “Quem não puxa o saco do chefe puxa carroça” acredito que essa pratica está completamente deslocada da pratica as boas praticas administrativas de empresas modernas. Sou contra qualquer forma de violência em estado de greve, pois, acredito que existem formas de reivindicar na paz e entendimento, também entendo que partiu para violências a pessoas e patrimônios passa a ser caso de policia.

Fechando esse artigo estado de greve foi dedicado e responde a consultas de meus ex-alunos CEFET, participantes de Cursos de capacitação profissional IN COMPANY que ministrei e até mesmo a colegas de trabalho digo o que tenho testemunhado:
“Gente falta ainda muito diálogo entre [Cliente] empregador e Fornecedor [Trabalhador] esses papeis precisam se inverter sempre na ótica do que passa numa empresa vista pelos dois lados e por falta dessa pratica, falta esclarecimento, falta conhecimento dos direitos e deveres de ambas as partes empregador e empregado o que pode ser a causa raiz de todos os motivos do estado de greve”. Aos amigos que citei como ex-alunos do CEFET, treinados de cursos de Capacitação IN COMPANY, e mesmo ex-colegas de trabalho fica esse trabalho para reflexão e logicamente que acrescente seus pontos em suas reflexões também deixo a sugestão que segue.

Sugestão:
Srs,
Chefias que estão empavonadas e protegidas nas redomas de seus escritórios de luxo, com suas pós-graduações, seus MBAs, que falam bonito bilíngues fazendo seus beicinhos falando Inglês na pátria BR onde o pião não entende “porra nenhuma” até o português que é nossa língua de herança muitas vezes passando-se a mensagem em alto e bom som não entendem e por falta dessa comunicação podem gerar acidentes e gerar baixa qualidade e ou retrabalho no que foi executado na obra tenho presenciado esse comportamento.

Tenho consciência de se dominar uma língua estrangeira é que aconselho a língua inglesa e, ou espanhola, só que estamos em obras no BRASIL imagine uma língua estrangeira falada em plena terra, mares, rios, florestas e ares a obreiros brasileiros o que esperamos é por civilidade e a melhor forma de comunicação e compreensão é quem venha aqui fale a nossa língua e lá falamos a deles vale aí a nossa soberania nacional, nossos costumes, civilidade e acima de tudo valorizar nossos costumes o que é nosso, o que é próprio do Brasil aí sim podemos cantar os versos:
“ Sou brasileiro”, “ com muito amor”....B R A S I L.

Então como sugestão: " Vamos descer de vez em quando ao chão de fábrica e ficar junto aos obreiros nos canteiros de obras, eles não se intimidarão que vocês são os cabeças da obra partindo do principio que estudaram mais que eles embora precisem vocês ter a humildade de aceitarem que não sabem tudo podem até pedirem ajuda a eles, conversem, troquem ideias, entendam-se com os obreiros seus colegas de trabalho e descobriram que eles são gente como vocês e não haverá espaço e nem motivo para começar uma greve".

Deixo link de greve aqui recente do dia 26/06 no estado do Ceará PECÉM enquanto acontece a Copa do mundo de futebol 2014 e como poderia ser no estado do Acre um link de greve de JIRAU o que pesa é que não são diferentes os pontos que surgem para começar uma greve não importa qual seja a empresa ou local onde esteja situada:




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