terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

TH - TESTE HIDROSTÁTICO

CONSULTORIA DE ENGENHARIA INDUSTRIAL
CONSULTOR SÊNIOR DE ELETROMECÂNICA/QSMA
ORIENTAÇÃO SOBRE O TH – TESTE HIDROSTÁTICO EM CALDEIRAS E/OU VASOS DE PRESSÃI EM OBSERVANCIA A NR 13.


Srs REFORÇO E ALERTO PARA O TH – TESTE HIDRÓSTÁTICO EM OBSERVANCIA A NR 13.

13.4.4.3  As  caldeiras  devem  obrigatoriamente  ser  submetidas  a  Teste  Hidrostático  -  TH  em  sua  fase  de  fabricação,  com comprovação  por  meio  de  laudo  assinado  por  PH,  e  ter  o  valor  da  pressão  de  teste  afixado  em  sua  placa  de  identificação.

13.4.4.3.1  Na  falta  de  comprovação  documental  de  que  o  Teste  Hidrostático  -  TH  tenha  sido  realizado  na  fase  de fabricação,  se  aplicará  o  disposto  a  seguir:
a)  para  equipamentos  fabricados  ou  importados  a  partir  da  vigência  desta  NR,  o  TH  deve  ser  feito  durante  a  inspeção  de segurança  inicial;
b)  para  equipamentos  em  operação  antes  da  vigência  desta  NR,  a  critério  do  PH,  o  TH  deve  ser  realizado  na  próxima inspeção  de  segurança  periódica.

ESCLATECIMENTOS SOBRE THs TESTES HIDROSTÁTICOS
O QUE É UM TESTE HIDROSTÁTICO?
Testes hidrostáticos (TH’s) ou testes de pressão são aplicados  em  vasos de pressão e outros equipamentos industriais pressurizados como  tanques ou tubulações, com o objetivo de aferir se haverá ocorrência  de vazamentos ou se haverá ruptura.
São realizados com  os equipamentos fora  de serviço,  através de sua pressurização com  água (teste hidrostático), ar comprimido (teste pneumático) ou  outro fluido disponível, em pressões superiores às pressões operacionais  ou de projeto, normalmente na ordem de 1,5 vezes a PMTA.
Simula-se então uma  condição operacional  mais rigorosa, objetivando a garantia de que em  serviço normal (a pressões mais baixas) não ocorrerão falhas ou vazamentos.

ASPECTOS LEGAIS DO TH NO BRASIL
A NR-13 exige a aplicação  de TH’s  periódicos em  todos os equipamentos classificados  como  vasos de pressão, sempre que o produto da pressão máxima operacional (em  kPa) pelo seu volume (em m3) seja igual ou superior a 8. Em  função da classificação  pelo produto da pressão pelo volume, a freqüência de TH’s é definida.

VANTAGENS E DESVANTAGENS
Podem  “a priori” ser citados como “possíveis” vantagens e desvantagens da aplicação dos THs  em  vasos de pressão, os seguintes aspectos:
A) Vantagens:
+ Importante ferramenta para confirmar a ausência de vazamentos;

+ Confirmação do estado  de integridade e  capacidade de resistir às condições operacionais normais, no momento de sua realização;

+ Alívio de tensões residuais de soldagem  de modo a que a estrutura testada funcione mais “relaxada”.

B)  Desvantagens:
- Possibilidade de crescimento crítico  de descontinuidade e destruição do equipamento, seja na fabricação ou após ter sido colocado em serviço;

- Possibilidade de crescimento subcrítico  de descontinuidades pela sujeição de regiões danificadas por mecanismos de  danos a solicitações  mecânicas muito superiores às operacionais normais,  e com  isso  a redução das margens de segurança do equipamento, sem  que isto seja percebido!

Elevada relação custo/benefício da sua  aplicação, pois o TH apenas informa se houve vazamento ou não, não sendo  uma ferramenta de inspeção.


O QUE DETERMINA A ASME SOBRE THs?
Os TH’s definidos pelo ASME são caracterizados como  prova de carga que solicita os vasos de pressão em  tensões superiores  às tensões estabelecidas nas condições de projeto, sendo realizados  através da aplicação  de  uma pressão hidrostática, geralmente utilizando a água como  fluido de pressurização.

Espera-se que com  a sobrevivência do equipamento a esta pressão elevada, o mesmo esteja apto  a desempenhar sua função operacional com  segurança, sob  condições  menos severas. Os TH’s são obrigatórios após a conclusão da fabricação de vasos de pressão, e também em equipamentos que já estão em  serviço, pela exigência da  legislação  em  muitos países.


ORIENTAÇĀO
Srs os tópicos O QUE É UM TESTE HIDROSTÁTICO? ASPECTOS LEGAIS DO TH NO BRASIL, VANTAGENS E DESVANTAGENS E O QUE DETERMINA A ASME SOBRE THs? FORAM TRANSCRITO DE ANÁLISE DE EFEITOS DE  TESTE HIDROSTÁTICO EM VASO DE PRESSÃO de Dissertação submetida à UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA para a obtenção do grau de MESTRE PROFISSIONAL EM  ENGENHARIA MECÂNICA DO COLEGA JORGE DOS SANTOS PEREIRA FILHO FLORIANÓPOLIS, NOVEMBRO DE 2004.

Fato é que TH nāo pode ser feito na marra ou exagerar e botar uma pressāo excessiva muito superior a 1,5 vezes a PMTA se leram com calma ai vocês já podem é até destruir o equipamento CALDEIRA E/OU VASO DE PRESSÃO em teste é vocês podem dizer eu já faço na marra há muito tempo e tem dado certo amigos nāo é bem assim pois quem entorta a boca do fumador de cachimbo é o próprio tempo que o fumante faz que ele fuma cachimbo! Agora pergunte a ele se queria ter ficado com a boca torta?

Também é preciso que o MANOMETRO DO TESTE HIDROSTÁTICO ESTEJA COM SUA CALIBRAÇÃO AFERIDA E CONFORME AO PADRÃO RBC Rede Brasileira de Calibração desse exposto já se percebe o risco que se corre.


ALERTO TH É COISA SÉRIA CONCLAMO QUE TENHAM CUIDADO NA SUA EXECUÇÃO FIQUEM ESPERTOS E ATENTOS DE COMO REAGI A CALDEIRA E/OU VASO DE PRESSÃO QUANDO SUBMETIDO AO TH nunca meta pau e já eleve a pressão logo de uma só vez para os 1,5 PMTA.

ORIENTO FAZEREM POR ETAPAS:
1. FASE DE PRESSURIZACÃO
Proceda elevando a pressāo para 1/3 de 1,5PMTA dê um tempo de observação de 15minutos, carregue de mais 1/3 torne a observar 15minutos e por último os restantes de 1/3 que estava faltando e espere 15minutos.

2. FASE DE DESPRESSURIZAÇĀO
Proceda fazendo o mesmo comportamento agora rebaixando a pressāo.

OBS:
Informo que a grande maioria dos profissionais tem experiência com Caldeiras FLAMOTUBULARES que não passam a PMTA de 12Kgf/cm2 tenho que os informar que trabalhei em caldeiras AGUATUBULARES onde a PMTA vão de 25 a 172Kgf/cm2 ou mais onde requer muito cuidado com o TH e os períodos de espera sāo utilizados para INSPEÇÃO E ESTABILIZAÇĀO DE PRESSÃO estou postando gráfico de acompanhamento de TH em caldeira onde todo rigor é observado onde estão bem definidos tempo de pressurização, estabilizaçāo de pressão, inspeção e despressurização.


ATENÇĀO:
QUALQUER NĀO CONFORMIDADE IDENTIFICADA ABORTAR TH OBSERVANDO QUE SE TRATA DE UM TESTE QUE PODE ATÉ DESTRUIR O EQUIPAMENTO EM TESTE.

TAMBÉM A ÁREA E LIMITES ONDE ESTEJA SENDO REALIZADOS O TH DEMARQUE A ÁREA E A SINALIZE DO EVENTO POIS NÃO DEIXA DE SER UMA ÁREA DE RISCO.

RESPONSABILIDADE:
Lembro que pela NR 13.4.4.3  As  caldeiras  devem  obrigatoriamente  ser  submetidas  a  Teste  Hidrostático  -  TH  em  sua  fase  de  fabricação,  com comprovação  por  meio  de  laudo  assinado  por  PH,  e  ter  o  valor  da  pressão  de  teste  afixado  em  sua  placa  de  identificação.

SRS PROCEDAM COMO ORIENTEI EM SEGUIDA O SUPERVISOR QUE ACOMPANHAR O TH – TESTE HIDROSTÁTICO FAÇA A FOTO DATADA DA PRESSÃO TH DE 1,5 A PMTA E NĀO CARECE SER MAIOR DO QUE EXIGE A NORMA QUE MANDA BOTAR 1,5PMTA.

LAUDO DO TESTE HIDROSTÁTICO
A NR 13 EXIGI O LAUDO DO TESTE HIDRISTÁTICO faça referencia a identificação da caldeira especificando modelo/vazão de vapor/PMTA nome do cliente data e horário que foi realizado  valido pelo PH com assinatura e carimbo.



Fortaleza CE, 21 de Fevereiro de 2017
Eng° José Vilmar Pinto de Sousa
Consultor SÊNIOR / ELETROMECÂNICA / QSMA
Engenheiro Mecânico
Engenheiro de Segurança do Trabalho
Engenheiro de Controle e Automação Industrial
CREA 8365 Registro Nacional: 060460684-2
E-mail: engjosevilmar@hotmail.com
http://www.engjosevilmar9.wix.com/eletromecanica-qsma
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Skype: engjosevilmar
Cel.: 85 999475695








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